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COMO DRIBLAR AS LESÕES NA CORRIDA?

02/07/17

Como driblar as lesões na corrida?

Escolher o tênis certo e fazer musculação são algumas das formas de evitar esses problemas

 

A popularidade do exercício aeróbico aumentou significativamente nos últimos anos e, em destaque, está a corrida. Muitos são os benefícios da corrida para a saúde, além de ser um esporte que você pode praticar independentemente de onde estiver e a hora que quiser. A medida que cresce a sua prática, aumenta também a incidência de lesões.

Entre as mais comuns, podemos citar a Síndrome Patelofemoral (dor na face anterior do joelho), Tendinopatia Patelar (“joelho do saltador”), Síndrome do Trato Iliotibial (famoso “joelho de corredor”), Canelíte (inflamação no osso da tíbia – canela) e a Fascite Plantar (dor aguda na sola do pé) como sendo as manifestações mais frequentes nos corredores. A intensidade dos sintomas e a forma como se manifestam é variável para cada indivíduo. Quanto aos tratamentos destes problemas crônicos, é consenso hoje que se você tem uma dor no joelho, por exemplo, a origem de seu problema não necessariamente se apresentará nesta articulação, mas sim em toda a cadeia que compõe o membro inferior, incluindo quadril, tornozelos e pés. Por isso, tratar apenas localmente os sintomas dos praticantes de corrida é uma alternativa bem precária e provavelmente não eliminaria a causa de seu problema.

 

Mas como essas lesões ocorrem?

Bom, existe o que chamamos de “força de reação do solo”. Para cada passo que damos e tocamos o chão esta força é absorvida pelas estruturas dos nossos membros inferiores e vai gradativamente sendo dissipada. Na corrida, essa força de reação aumenta significativamente quando comparada à caminhada, e como resultado, temos o aumento da pronação dos pés (para você entender melhor, um pé pronado se aproxima muito do pé “chato”). Soma-se a isso o fato de que quando corremos deslocamos todo nosso centro de massa para a perna de apoio, o que também aumenta a pronação para permitir que os pés permaneçam em contato com o solo. Pronar excessivamente pode ser muito lesivo e desencadear diversas patologias musculoesqueléticas (normalmente o “pronador” é aquele que gasta mais a parte interna dos calçados). Outro fator relacionado às lesões nas corridas seria a fraqueza da musculatura abdominal e da musculatura abdutora do quadril, em especial o glúteo médio. A fraqueza dessa região leva o corpo a entrar em desvantagem mecânica para absorção de forças.

O que fazer?

Uma alternativa para a pronação excessiva seria o uso de palmilhas e tênis específicos que amenizam esses movimentos. É muito importante uma avaliação prévia de sua biomecânica durante a corrida, que deve ser minuciosamente realizada para identificar qual seria o melhor tipo de tênis para você.

O que acontece muitas vezes é que na maioria das clinicas só é feita uma avaliação estática e postural dos pacientes e a partir dela lhe informam que você tem um pé supinado (aquele que pisa mais com a parte de fora do pé), por exemplo. Assim sendo,  você recebe uma indicação de compra um tênis para pé supinado! Mas isso não quer dizer que durante sua corrida, seu pé permanecerá assim! Muito pelo contrário, você pode estar pronando mais do que imagina e machucando silenciosamente seu corpo.

Tênis minimalistas vêm sendo muito utilizados também e são uma ótima alternativa para quem quer melhorar sua performance na corrida. São mais leves, maleáveis e visam reproduzir ao máximo a corrida descalço. Estudos mostram que o uso desses tipos de calçados, reduzem a força de reação do solo, uma vez que o primeiro contato com o chão na passada tende a ser na parte mais anterior dos pés, e não no calcanhar.  Isso tudo, hipoteticamente, reduziria as chances de lesões por impacto.

A estratégia de correr com descarga de peso mais na ponta dos pés, como tudo na vida, tem seus prós e contras. Apesar de como já dito, pode reduzir o impacto do solo, mas gera maior sobrecarga no tendão de Aquiles. A forma como seu pé toca o solo muda tudo na corrida, e pode inclusive ser alternativa para fisioterapeutas e atletas para tratamento de certas lesões.

Então, galera, o ideal mesmo é procurar um especialista para avaliar toda a sua biomecânica do exercício e lhe apontar seus pontos fracos, que podem ser trabalhados com um Profissional de Educação Física ou um Fisioterapeuta, independente se você tem ou não algum tipo de dor, pois prevenir é melhor que remediar! Fique atento ao seu corpo!

 

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